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SÉTIMO GRANDE PRÊMIO CANAL BRASIL DE CUTAS-METRAGENS








SÉTIMO GRANDE PRÊMIO CANAL BRASIL DE CUTAS-METRAGENS


Por Cid Nader

Ontem (11/09/2012), no Espaço Tom Jobim, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, foi aconteceu o SÉTIMO GRANDE PRÊMIO CANAL BRASIL DE CUTAS-METRAGENS, que acontece em disputa entre filmes no formato curto que ganharam o “Prêmio Aquisição Canal Brasil”, durante dez festivais, por escolha de críticos e jornalistas. Os dez vencedores são os que concorreram ao prêmio de R$50.000,00: desta vez, em escolha feita por apresentadores da emissora. Akguns deles: Lázaro Ramos, Paulo Tiefenthaler, MV Bill, Paulinho Moska, Charles Gavin, José Mojica Marins...

Além do mais, uma votação feita na Internet pelo público da emissora resultou mum outro vencedor (portanto, ganhador de melhor curta pelo Júri Popular), que levou como prêmio um computador da Apple. Vale dizer que ambos serão exibidos na emissora no dia 15 de setembro às 23h15.

Convidado pelo pessoal do Canal Brasil e da Palavra – Assessoria de Comunicação fui ao evento, feliz pelo fato de renotar o interesse que eles mantém sobre o formato: raros os casos de veículos que dão espaço para tais trabalhos, que normalmente têm sua chance de exibição ocorrendo em Festivais, e um certo espaço crítico (principalmente) nos veículos virtuais. O Cinequanon em particular mantém atenção máxima aos curtas nos eventos que frequenta, dedicando espaço amplo à análise crítica deles: portanto, feliz pela assiduidade da emissora de TV que se orgulha de desde sua inauguração (há 14 anos) nunca ter deixado de exibir em sua grade um filmete ao dia, e trajando a vestimenta de analista do resultado, não deixarei escapar a oportunidade de emitir pitaco sobre o resultado.

Jiboia, de Rafael Lessa, que levou o prêmio do júri popular, desde o início recebeu certa desconfiança de minha parte, que notava nele equívoco na opção pelo melodrama (que me parecia fruto de ato não proposital na “carga” empregada e atingida), e até desdém na observação imposta a algumas figuras da periferia da história. Mas é trabalho que – se tem equívocos – ao menos parece fruto de tentativas cinematográficas nas execuções empreendidas, que ganhou mais paciência ante meu observá-lo, e que faz bastante justiça ao apelo popular que proporciona. Ganhar o prêmio de público lhe cabe de maneira correta entre todos os que disputavam.

O grande equívoco mesmo se estabeleceu (em minha opinião) na premiação de A Casa da Vó Neyde, de Caio Cavechini, que recebeu um prêmio bastante ambicionado – prêmio que em outros anos foi para as mãos de alguns craques, e alguns grandes filmes -, mas que é muito deficiente como trabalho técnico (na realidade sem mínimos traquejos de execução – fotografia feita ao acaso, edição caseira...), o que deveria comprometer qualquer trabalho que almeje ser entendido como “de cinema”, e, principalmente a ser repudiado no mote utilizado como razão de ser: mote que deve ter sido o que encantou os que votaram nele como o melhor. Mote que fala do vício de um tio do garoto, mas que se concretiza por ações reprováveis, injustas (ao expor avó e tio ao mundo como se fossem produto de sacadinha), e até covardes, quando se nota que as ações mais dramáticas filmadas contavam com a presença de um seu amigo in loco, e não dele.

É óbvio que vale demais a festa e essa ação contínua do Canal Brasil quanto aos curtas-metragens. Uma premiação que “me pareceu” equivocada (opção de júris sempre são estranhas – não tem como não ser) não invalida tudo que sempre fizeram e fazem pelo formato. Torcendo para que eles continuem apostando e incentivando como há anos fazem: e torcendo para os jurados estarem mais espertos na próxima.


Como é de praxe do site, aproveitamos para republicar na matéria as críticas que temos dos filmes que competiram:


A Casa da Vó Neyde , de Caio Cavechini.

Esse é um filme bastante complexo. Mas de complexidade que ultrapassa o puro assunto que faz-se de seu mote – o diretor Caio Cavechini partindo em busca de mostrar um tio que caiu de cabeça no vício do crack, e que por conta disso viu sua casa desde a infância (onde ainda morava com a mãe – a vó Neide que dá título ao filme) ser praticamente destruída (no âmago humano, nos elementos físicos, também) -, para incitar questionamentos sobre se haveriam mesmo razões para tamanho desnudamento de intimidades tão particulares e duras, em favor de uma simples obra de cinema.

Qual a intenção de Caio: é a institucional, que vem à baila para denunciar os malefícios das drogas químicas, como se fosse uma propaganda em defesa da manutenção da paz no seio familiar só possível pela cura de quem causa tal empecilho? É da dor que lhe aflige, especificamente, pelo fato de ver um tio (alguém que normalmente é sempre muito próximo na formação quando somos crianças) se destruindo, e levando de roldão o lar onde cresceu e de onde guarda na memória aqueles momentos felizes da época da formação que nunca mais voltarão (mesmo sem que tenha sido destroçado por fatores tão impactantes)? Ou seria uma impressão particular dele: de que ao empunhar uma câmera, qualquer situação pode virar mote que se transformará em filme, e que através dele concretizado poderá emitir seus sentimentos?

Pelo teor das captações das imagens e dos depoimentos (“camufladas”, ao mesmo tempo em que “permitidas”), pelo tom excessivamente lamentoso tomado para servir de narração oral ao que será conduzido, pela construção (que inicia no impacto do ato proibido, para ingressar descaradamente na ação de seu tio fumando, dando voz aos lamentos da avó e também mostrando discussões dela com o filho viciado, até um final de remissão dela, de renascimento – com introdução de fotos dos momentos da casa em vários períodos criando um ar de saudades, muito “ajudado” pela narração), a impressão que fica é de que tal atitude, em tal empreitada, talvez não reflita o que deveria ser desejado num cinema de responsabilidade. Tanto quanto o assunto tratado é complexo, o tratar dele via imagens que irão ao mundo estranho e exterior, também é – principalmente quando se nota que não constituiu uma ação puramente de cinema.


Jiboia, de Rafael Lessa

Não é muito simpática – nem indicada – a ideia de botar todas as figuras periféricas ao trio central do salão de beleza, no curta-metragem Jiboia, sob olhar jocoso, preconceituoso, clichê (a mulher que tem bigode, a gorda que quer o corte de cabelo igual ao da atriz da novela, o homem cliente com pinta de malandro da periferia...), como que para arrancar risos cúmplices de uma plateia que “deverá se aliar somente a quem é protagonista no drama”. Drama que coloca uma cabeleireira de quase 40 como amante da filha da dona do lugar, uma ninfeta de seus 16, 17 anos, e que leva a história em busca dos finais infelizes que tal modelo de relacionamento costumam inspirar como o ideal para a maioria das pessoas.

As imagens limpas, como que para fazer da luz da cidade algo que refira a cartão postal, sob o som de uma música brega (e me arrisco a pensar que foi colocada justamente para situar a posição social do casal de homossexuais femininas), ganham confirmação de intenções estranhas ao cinema (mais ligadas ao que se faz na TV, ou em peças de publicidade) quando uma grua capta o momento de desconsolo da mais velha, na rua, após ter percebido que estava sendo enganada (não no sentido carnal) pela mais jovem – aliás, o momento em que ela descobre tal enganação lembra muito os praticados em telenovelas comuns (no consultório de um médico), se estendendo para o momento subsequente ao da grua (aí sim, no sentido mais bíblico, digamos).

Daí ao final, somente ganha força o que as impressões iniciais alertavam, e tudo desemboca em solução fácil, bem ao estilo simples da maior parte de nossa dramatização atual, com crime cometido sob luz avermelhada, caras e bocas chorosas (uma tentativa de fogo com spray inacreditável), sons de sirene para substituir as vozes, e luz delas para causar trânsito de iluminação na substituição da avermelhada.


Furico & Fiofó, de Fernando Miller.

Essa animação em 2D (e PB) de Fernando Miller, fingindo-se de morta, acaba por ser mais um trabalho que fala sobre as maluquices e abandonos sociais que extrapolam a partir de cidades grandes como, no caso, o Rio de Janeiro. O diretor usa duas figuras (dois moleques de rua), um branco e o outro negro, e com traços simples, movimentação nada acomodada (não há surrupiamento de quadros para ganhar tempo na produção e perder leveza na constatação) cria todo um imbróglio que na realidade acaba contando das relações sociais e das mazelas pelas que passam os mais prejudicados pelas estruturas.

Só que falando da maneira que faço aqui no texto, a impressão real da toada adotada parece afastada do que ele obteve. Não fez uma animação com cobranças jogadas ao vento e jeito panfletário de ser. Meio que ao contrário disso, seu trabalho transita por caminhos um tanto “politicamente incorretos”, com mortes violentas acontecendo, evidentes manifestações de racismo perpassando “inocentemente”, e soluções para os males oriundas de, digamos, motivações não muito recomendáveis: e é por aí que Furico & Fiofó acaba por merecer as maiores considerações.

Tem muito mais seus méritos ao tocar assuntos complexos sem demonizar nada e sem assumir posições catequizadoras: mas principalmente porque nem por essa opção resolve parecer trabalho panfletário. Quanto aos traços adotados e as técnicas utilizadas, são ok. Ousa um pouco mais na janela escolhida para servir de abrigo aos personagens e no momento em que faz dela uma moldura que pode ser transposta.


Mens Sana In Corpore Sano, de Juliano Dornelles.

O pessoal do Recife parece não estar querendo perder o posto de um dos maiores e interessantes centros de difusão curtista, e anda aparecendo com trabalhos que são bastante distintos entre si – tematicamente. Esse filme piada (a sério, na realidade, já que ataca uma das mais detestáveis constatações modernas que é essa do narcisismo extremamente estúpido) tem ritmo e tosquice suficiente para render os bons frutos ante o público como constatei, ontem quando o vi.

Filmado inicialmente como se fosse um documentário – ao acompanhar o dia-a-dia estranho de um homem bombado ao máximo, que jamais deixa de se exercitar e jamais deixa de tomar seus suplementos, além de trabalhar numa academia, evidentemente – começa a botar as manguinhas de fora quando “imagina” sonhos pecaminosos dele: com comidas proibidas e calóricas fugindo de seus dentes ansiosos por transgressão. Daí à solução radical – única imaginável – um amontoado de gargalhadas arrancadas e a certeza de que a tosqueirice é bem boa dentro da proposta.


O Plantador de Quiabos, de Coletivo Santa Madeira.

Filmes vindo de “Coletivos” têm cada vez mais me surpreendido positivamente. Como esperar que variadas mãos – normalmente inocentes no assunto cinema – consigam manipular de maneira razoavelmente unida para criar algum tipo de organicidade em trabalho que merece sempre um centro determinador (o diretor de cinema)? Pois bem, assistir a esse bem humorado e singelo O Plantador de Quiabos, pode resolver tais dúvidas como um exemplo de, se não explicar o como, que é possível tal finalização.

O curta é filmado de maneira despretensiosa, com luz natural interferindo diretamente no resultado da fotografia (luz meio chapada de interior campesino, mas ajustadamente utilizada em suas complicações, e com algumas tomadas abertas bem interessantes), não é malucamente ousado na edição (mas faz com que a velocidade da narrativa tenha seus tempos bem colocados e decisivos no andamento), e utiliza o lindo 35mm. Não vai às tentativas demais como seria de se esperar de várias cabeças (mãos), ainda mais trabalhado no tentador campo dos curtas metragens, mas é corretíssimo (e muito bom na ideia que gerou mote da história).

O resultado é trabalho bem concretizado, alegre, dinâmico e simples – um bom exemplo de como pode se comportar um trabalho curto.


Praça Walt Disney, de Sérgio Oliveira, Renata Pinheiro.

Como fazer um documentário, intervindo diretamente nele em certos momentos, e ainda assim conseguir impor uma marca de coisa quase perfeita pela verdade de denúncia buscada e ostentada? Com imagens impactantes em seu aspecto macro, com observações de pequenas situações ou cantos específicos bastante reveladoras, e uma elaboradíssima trilha sonora para ajudar a fluir a compreensão de seus vários momentos (são bastante diversos entre si, física e geograficamente, e com composições elaboradas que utilizam mecanismos para o diálogo entre as filmagens e a banda sonora – muito mais do que procedimento comum, agindo como substituição de diálogos ou expressões oralizadas), os diretores, Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira fizeram “mais” um documentário que evidencia a preocupação quase santa que tem tomado de assalto as mentes dos seres pensantes de Recife, que é da verticalização das construções na orla, como correlação do aburguesamento e perdas das tradições da cidade.

Tanto quanto o cinema de lá ganhou corpo e se estabeleceu, essa preocupação com o que ocorre lá tem sido mote para que uma boa das produções de lá possam servir de campo fértil para experimentações (quase sempre, boas), e Praça Walt Disney pode ser considerado como um dos mais impactantes e bons. Quando se vê um amontoado de bexigas (balões) coloridos no mar imitando a figura do pior signo de Disney (o rato Mickey), percebe-se que há em trechos da praia (pelas belezas, por ser caminho de entrada) um forte fator de desequilíbrio, onde os ricos se divertirão, os pobres trabalharão, e a cidade será invadia pelo capitalismo. Quando as câmeras estáticas dissecam uma região com verdadeiros amontoados de prédios e seus inequívocos sinais (sua altura exagerada, seus sinais de garagem, os carros nos lugares dos humanos entrando e saindo das garagens...), e no meio disso tudo uma praça horrendamente kitsch com o nome do ianque dos desenhos, sabe-se que ali já não é mais o lugar lindo e deles que foi até a pouco – reforçando isso, a grande sacada das fotos de locais, abaixadas após um tempo diante das lentes para que se constate a realidade: chocante e triste.

O filme é duro e realista, e não precisa de falas para se fazer compreendido. Cáustico e azedo no final, com mais uma intervenção artificial (boneco do rato Mickey e mais um outro), cutucando feridas, deixa a certeza de que invenções ainda são muito bem-vindas, quando concretizadas com sabedoria e compreensão das ferramentas que se tem à mão. Uma aula das boas, em curta, das possibilidades que o cinema proporciona.


São Silvestre, de Lina Chamie.

Com São Silvestre, essa “observadora” contumaz, apaixonada por São Paulo, que é a diretora Lina Chamie, vai à busca de várias facetas da cidade. Com a vantagem de poder (ou tentar) resgatar imagens, almas, histórias, de dentro de um único “cenário”, que é a famosa corrida de pedestrianismo (que ocorre há décadas e décadas no último dia do ano por uma parte bastante simbolista da cidade). Para tal execução ele municiou-se de câmeras leves, além de “instalar” duas em dois corredores/amigos que fizeram o percurso, correndo também.

Acontece que sobra uma forte sensação de que o que ela exibe com o trabalho terminado é algo que se ressentiu de mais detalhamentos, de mais fatos, de imagens mais complexas de um pouco mais de aprofundamento. Haveria que se dar à escassez de tempo (no período de uma única corrida – desde o início da aglomeração dos participantes até os momentos da corrida mesmo) uma provável razão para que tantos “dados” necessários não tenham sido captados. Mas não é da falta de opções de imagens que falo – até há diversos momentos tão bons quanto variados de captação (boas tomadas de cima, da multidão, bons instantes da chegada de atletas junto à linha de chegada, alguns bons depoimentos, também...).

Para um filme que pretendia (para quem conhece a obra de Lina isso é evidente) criar um retrato diversificado de locais, pessoas (a diversidade é instigante) e situação quase icônica que é a corrida, a rapidez no trato humano e no tratamento técnico causa o desejo de: “queria muito mais”. Há uma aura de fugacidade exagerada, que se estabelece e acaba fazendo parecer que ela caiu numa armadilha montada por algum sentido de ligeireza imprescindível. Resultou mais raso do que poderia e deveria.


Ser Tão Cinzento, de Henrique Dantas.

Ser Tão Cinzento, por mais incrível que possa parecer sofre uma pequena – mas quase fatal - engasgada justamente nas linhas de conexão que procura manter e potencializar para se fazer obra reverencial e justa ao modelo da que lhe inferiu o sopro e vida: que foi o filme Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (um diretor fora da corrente mais conhecida e produtiva dos tempos da ditadura), feito há cerca de 40 anos, que tratava do assunto da opressão política da época, mas que ganhou certa notoriedade por ter sido relatado como a “o companheiro” que acompanhou os sequestradores de um avião na primeira ação do gênero no país (com finalidade política).

As imagens do filme resgatadas e inseridas nesse novo trabalho (sendo que há participação de dois filhos na concretização geral - inclusive no trabalho musical fruto também desse parentesco), automaticamente remetem o espectador a sentir-se em terreno onde a emoção respeitosa terá de ser um dos modos de constatação do que foi concluído: outra maneira de tentar fazer a emoção comparecer como elemento essencial para quem assiste o filme está situada ma utilização de depoimentos de pessoas que participaram de alguma forma na construção do trabalho homenageado. Tudo com jeito de que poderia render algo inquestionável (até por conta de uma edição bastante interessante), mas que sofre seu acidente quando se nota que a reverência acaba por insistir demais na paridade de captações e tempos de diluição do assunto (mesmo num filme que busca atalhos que lembram outras atitudes plásticas visuais), acabando por padecer de mais individualidade, de mais identidade própria, o que diminui o ritmo que a retina tem de exercer para manter a atenção desperta e aberta.

Bem longe de ser ruim ou fraco – muito mais próximo de cotações mais para elogiosas -: mas equivocado, quando se o pensa no todo que se aglomera e formata a compreensão e depreensão


Traz Outro Amigo Também, de Frederico Cabral.

Bacana esse filme infantil (ou quase – ao menos na alma) de Frederico Cabral. É difícil fazer trabalhos de arte para crianças: mais difícil ainda fazer, tratando de assuntos completamente infantis (no caso, aqui, uma pessoa de idade que contrata um detetive particular para encontrar o amigo imaginário de sua meninice, prometendo um cheque polpudo suficiente para que o perseguidor topasse a parada), sem tratar as crianças como debeizinhos a serem compreendidos pela calma adulta.

Se o curta não rendeu algo que tire o sono por abstinência quando estivermos longe dele, rendeu um grande exemplo de como a simplicidade pode ser companheira das melhores quando o que se quer é que a narrativa seja boa e facilmente apreendida/compreendida. É bonito, e tem uma coisa de animação junto aos créditos finais de grande qualidade, o que faz perceber que simplicidade pode (e deve) casar com qualidade.


Natara Ney, de Natara Ney

Não visto