As Doze Estrelas:


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Original: Idem
País: Brasil
Direção: Luiz Alberto Pereira
Elenco: o Brício, Paulo Betti, Cláudia Mello, Cássio Scapin.
Duração: 99 min.
Estréia: 13/05/2011
Ano: 2010


Como compreendê-lo, somente lendo-o?


Autor: Cid Nader

As Doze Estrelas é o filme que mais demonstra a região dos estúdios de Paulínia a que já vi – há uma emenda, justíssima e compreensível, nos trabalhos financiados por Paulínia, que dita sobre a obrigatoriedade de um mínimo das filmagens de trabalhos contemplados por seus editais ser realizado na região. Tal emenda foi cumprida pelo diretor Luiz Alberto Pereira, mas duas questões (bifurcada) muito mais importante ficaram no ar à época de sua primeira exibição, justamente no Festival de lá: como é que se faz para descrever um trabalho que concorra aos financiamentos para os avaliadores que prestigiariam os escolhidos; e o que seria importante na opinião desses avaliadores?

Porque o que mais incomodava durante a exibição do filme - mais do que suas fraquezas, que nem deveriam deixar tão indignadas algumas pessoas como deixou, porque obras menores (no sentido de não serem daquelas que chegam ante expectativas - aguardos - antigas e exageradas) não merecem que gastemos tanta raiva ou discussões sobre elas -, era o fato de imaginar aquele roteiro insano e incompreensível sendo entendido, somente por palavras escritas, por texto, pelo roteiro. Não deu para compreender o filme. Não deu para embarcar em seu humor – se é que as tentativas eram de humor mesmo. Não deu para curtir a beleza das mulheres escolhidas. Não houveram boas atuações. Não houve ritmo. Não aconteceram falas que marcassem.

É "filminho", do qual daria para se rir se o diretor se jogasse de verdade no escracho – se assumisse que seu filme é uma piada, um trash -, do qual pouca coisa deverá restar na memórias de forma positiva. Mas só. E digo só mesmo. Não causa indignação porque creio que tal sentimento deva ser dirigido a algo que tenha alguma possibilidade de verdade, que tenha procurado instigar algo, e errado por tentar. Não foi o caso.

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